quarta-feira, 14 de março de 2012

das Lembrancas

Sabe quando eu tinha 18 anos, assim que concluí o ensino médio resolvi sair de casa, queria viver algo que achava ser importante naquele momento.
Trabalhar e ajudar pessoas, um trabalho social.
Já fazia isso na minha cidade.
Conversei com meus pais, eles entenderam e me deixaram livre para seguir, sempre foi assim.
Fui morar em Minas.
Foram quase 3 anos lá.
Trabalhei com criancas em risco.
Essas criancas eram meninos e meninas de rua.
E criancas portadoras do HIV.
Dessas últimas lembro de 3 criancas em especial, a primeira nao demorou muito e em semanas faleceu e as outras duas eram Rafael e Rodrigo.
Rafael era o mais antigo da casa, 5 anos, mas parecia que tinha 3 anos, todo voluntarioso, queria todas as atencoes, fazia birra pra comer, pra tudo, claro ele chegou primeiro.
Rodrigo chegou depois, mas tb da mesma idade, era mais fortinho, alegre, extravagante e com uma aparência super saudável.
Pausa...
Até hj nao esqueco dessas 3 criancas, desses rostos, ficaram guardados na minha memória e vao ficar pra sempre. 

5 comentários:

  1. Barb...
    que legal esse lado seu... bom conhecer essas histórias suas, gostei mesmo...
    e imagino como você deve lembrar delas.
    beijos amorê

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  2. Algumas pessoas nos tocam tão profundamente que ficamos indefesas... E carregamos seus semblantes, o som de seus risos pra vida inteira...
    Parabéns pelo trabalho, pela doação ao outro. E que as memórias dessas crianças te tragam motivos para sorrir e se orgulhar.
    Bjim
    Márcia

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  3. Poxa, deve ter sido uma experiencia incrivel trabalhar com essas criancas... admiro muito esse tipo de trabalho
    bjsss

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  4. como voce lidava com o emocional? Eu choro só de ver propaganda de criança doente...
    Uma vez participei de uma ONG, mas logo na primeira visita a um asilo eu despenquei... Fiquei emocionalmente muito abalada..
    Dai preferi ajudar nos bastidores... Finanças, organização...

    Muito impressionante isso que voce fez! Parabens!

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  5. Eu tbm já fiz alguns trabalhos volúntário mas não com crianças pois acho que não aguentaria.Imagino a curiosidade que vc tem em saber como eles estão, em caso de distancia o melhor remédio é pedir a Deus e enviar vibrações positivas.Bjks e bom final de semana

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